sexta-feira, 22 de março de 2013


  

                              PENSAMENTOS DE EDGAR ALLAN POE


Tudo o que vemos ou parecemos / não passa de um sonho dentro de um sonho.
Edgar Allan Poe

 
Nenhum homem que tenha vivido conhece mais sobre a vida depois da morte que eu ou você. Toda religião simplesmente desenvolveu-se com base no medo, ganância, imaginação e poesia.
Edgar Allan Poe

A ciência ainda não nos provou se a loucura é ou não o mais sublime da inteligência.
Edgar Allan Poe

sexta-feira, 1 de março de 2013

SIMBOLISMO


O Simbolismo no Brasil



Nas últimas décadas do século XIX, em meio à onda de cientificismo e materialismo que deu origem ao Realismo e ao Naturalismo, surge um grupo de artistas e intelectuais que põem em dúvida a capacidade absoluta da ciência de explicar todos os fenômenos relacionados ao homem. Não creem no conhecimento “positivo” e no progresso social prometidos pela ciência.

Pensam que, assim como a ciência, a linguagem é limitada. A primeira, para traduzir a complexidade humana, a segunda, para representar a realidade como ela de fato é, podendo, no máximo, sugeri-la.

Tanto o Simbolismo francês quanto o Simbolismo brasileiro foram fortemente influenciados pela obra de Charles Baudelaire (1821-1867), poeta pós-romântico considerado o precursor do movimento simbolista.


CARACTERÍSTICAS DO SIMBOLISMO

Ø  Subjetivismo
Ø  Linguagem vaga, fluida, que busca sugerir em vez de nomear
Ø  Abundância de metáforas, comparações, aliterações, assonâncias e sinestesias.
Ø  Cultivo do soneto e de ouras formas de composição poética.
Ø  Antimaterialismo, antirracionalismo.
Ø  Misticismo, religiosidade.
Ø  Interesse pelas zonas profundas da mente humana e pela loucura.
Ø  Pessimismo, dor de existir.
Ø  Interesse pelo noturno, pelo mistério e pela morte.
Ø  Retomada de elementos da tradição romântica.


CONTEXTO HISTÓRICO

Simbolismo e decadentismo

A poesia universal é toda ela na essência simbólica.Os símbolos povoam a literatura desde sempre. [...] Todavia, ao longo da década de 1890, desenvolveu-se em França um movimento estético a princípio apelidado “decadentismo” e depois “Simbolismo”. Por muitos aspectos ligados ao Romantismo e tendo tido berço comum com o Parnasianismo, o Simbolismo gerou-se como uma reação conta a fórmula estética parnasiana, que dominara a cena literária durante a década de 1870, ao lado do Realismo e do Naturalismo, defendendo o impessoal, o objetivo, o gosto do detalhe e da precisa representação da natureza [...].

Posto não constituísse uma unidade de métodos, antes de ideais, o Simbolismo procurou instalar um credo estético baseado no subjetivo, no pessoal, na sugestão e no vago, no misterioso e no ilógico, na expressão indireta e simbólica. Como pregava Mallarmé, não se devia dar nome ao objeto, nem mostrá-lo diretamente, mas sugeri-lo, evoca-lo pouco a pouco, processo encantatório que caracteriza o símbolo.

[...] Por volta de 1880, espalha-se a ideia de decadência, caracterizada por Paul Bourget em um artigo em que ele identifica o estado de decadência com Baudelaire, místico, libertino e analisador, típico de uma série de indivíduos “incapazes de encontrar seu lugar próprio no trabalho do mundo”, lúcidos para com “a incurável máscara de seu destino”, pessimistas e individualistas extremos, querendo submeter o mundo às suas necessidades íntimas, e sentindo a época como de crise e enfado, fadiga e degenerescência, dissolução e má consciência.

(Afrânio Coutinho. Introdução à literatura no Brasil. 10ª Ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1980. p. 214-5)